Dois jovens cientistas selecionados pela APH para representar Portugal no 31º Congresso Internacional de Horticultura

Dois jovens cientistas selecionados pela APH para representar Portugal no 31º Congresso Internacional de Horticultura

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Cristiano Soares e Marta Nunes, investigadores da Faculdade de Ciências das Universidade do Porto, são os dois recém-doutorados selecionados pela Associação Portuguesa de Horticultura para a competição “A minha tese em 3 minutos”, organizada no âmbito do 31º Congresso Internacional de Horticultura – IHC2022, a realizar de 14 a 20 de agosto de 2022, em Angers, França.

Os jovens cientistas portugueses integram o restrito grupo de 12 candidatos pré-selecionados a nível internacional que vão apresentar a sua tese de doutoramento no IHC2022, em sessão plenária, perante os participantes do maior fórum científico mundial de Horticultura, organizado pela Sociedade Internacional de Ciências Hortícolas(ISHS).

 “Mitigating glyphosate effects on crop plants and soil functions – strategies to minimize its potential toxicity” é o titulo da tese de Cristiano Soares, na qual explorou, de forma integradora e ecologicamente relevante, os riscos da contaminação do solo por glifosato para as funções do solo e para o crescimento e fisiologia de plantas não-alvo, especialmente culturas hortícolas, propondo o desenvolvimento de estratégias verdes que permitam minimizar a fitotoxicidade não-alvo do herbicida.

“Ter a chance de divulgar os outputs do meu trabalho no IHC2022 é uma oportunidade única de partilhar, com outros cientistas da área, o conhecimento que fomos obtendo ao longo dos últimos anos. Será, com certeza, uma aprendizagem ativa e estou certo de que novas ideias de investigação surgirão e permitirão a continuidade deste percurso”, afirma Cristiano Soares.

Marta Nunes participa com a tese “Cancro bacteriano do kiwi: explorando mecanismos de tolerância e novas estratégias de controlo”, na qual avaliou a suscetibilidade e os mecanismos de tolerância de diferentes espécies de plantas de kiwi ao cancro e identificou novas estratégias para o controlo sustentável da doença, com base em regimes de fertilização azotada melhorados e aplicação de óleos essenciais de plantas.

O cancro bacteriano do kiwi (CBK), causado pela bactéria Pseudomonas syringae pv. actinidiae (Psa), é atualmente a doença mais destrutiva da cultura do kiwi (Actinidia spp.) e as estratégias atuais de controlo da doença são apenas preventivas, envolvendo a aplicação de formulações cúpricas que têm geralmente eficácia limitada ou impactos ambientais negativos. «Este reconhecimento é o culminar de um percurso bastante profícuo focado na investigação de métodos sustentáveis para mitigar o CBK e valorizar as cadeias de valor do kiwi, motivado da minha enorme paixão pela agronomia, proteção vegetal e em comunicar ciência», afirma Marta Nunes.  «Com a participação nesta iniciativa, promovida pela ISHS, espero evidenciar a investigação de excelência realizada em Portugal na área da agronomia, e incitar investigação inovadora que vise promover práticas agronómicas sustentáveis a nível global», conclui a investigadora.


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